Vertigem, náuseas, vômitos e alterações da vi...
continuar lendo
...
continuar lendo
...
continuar lendo
O borderline pode levar as pessoas à morte e ainda é uma d...
continuar lendo
continuar lendo
10/01/2012
Os preparativos para uma viagem incluem uma série de providências, como pesquisar preço de passagens, reservar hotel e etc. Mas muita gente esquece que durante uma viagem podem ocorrer complicações de saúde mais graves e que resultam até em óbito, em alguns casos. Para isso, o recomendável é consultar um profissional especializado no assunto, o médico do viajante, antes de partir. Assim a pessoa estará fisicamente preparada e poderá evitar surpresas desagradáveis.
De acordo com a infectologista do Hospital 9 de Julho, Dra. Sumire Sakabe, embora o verão seja uma época propícia para viagens, quando as pessoas aproveitam feriados e datas comemorativas ou tiram férias, deve-se estar atento para intercorrências de saúde que, em geral, são bem mais desagradáveis e díficeis de lidar quando estamos longe de casa, por vezes em países estrangeiros.
O ideal é procurar com antecedência um especialista em Medicina do Viajante e ter em mãos informações como o destino da viagem, itinerário, tempo de estadia, tipo de viagem (negócios, lazer, missão etc), histórico de saúde e de vacinação.
“Com esses dados é possível traçar um programa preventivo, que leva em consideração as doenças prevalentes no destino, eventuais problemas que possam estar acontecendo naquele lugar, além de características do viajante, como fatores de risco para doenças e risco de exacerbação daquelas já existentes”, explica a Dra. Sumire.
Segundo a especialista, após esta análise, o viajante recebe orientações que incluem cuidados com animais e mosquitos, com temperaturas extremas, ingestão de água, de alimentos e a prescrição de vacinas ou medicações, se indicado. “Se o paciente estiver orientado, as suas condições de saúde estiverem boas e o histórico vacinal em ordem, ele está apto para viajar”, afirma a Dra. Sumire.
A médica explica ainda que procurar a medicina do viajante não deve ser exclusividade para quem viaja para o exterior ou para destinos considerados exóticos. “Dependendo da região do Brasil, doenças diferentes podem ser adquiridas. Assim, pode ser necessário ser vacinado para febre amarela, por exemplo. Vale sempre a pena consultar quem está constantemente atualizado no assunto”.
A médica explica que os especialistas nessa área da medicina atuam não só na parte de imunização, mas também na prevenção de doenças não infecciosas, como trombose venosa profunda. Além disso, lidam com medicina de altitude, que trata, por exemplo, de problemas relacionados ao mergulho.
“Infelizmente, embora muitos se lembrem de checar o automóvel antes de cair na estrada, ainda não é rotina procurar atendimento médico antes de viajar. No entanto, o aumento de pessoas que viajam e a disseminação de informação tem feito com que mais pessoas procurem este serviço”, observa.
Esses serviços devem ser procurados antes e depois das viagens. Pessoas que apresentem problemas de saúde devem informar ao médico viagens nos últimos meses, mesmo que curtas e para destinos próximos, pois isso pode ajudar no diagnóstico. “Mesmo quem voltou sem sintomas, dependendo do tempo de viagem e do destino, deve ter sua saúde novamente avaliada, com um olhar específico para problemas que possam ter sido adquiridos na viagem”. conclui a Dra. Sumire.
Durante a viagem: o que posso levar?
Para quem vai viajar fora do país, o mais indicado é levar os medicamentos habituais, de preferência na bagagem de mão, sempre na embalagem original e com receita médica. A recomendação é levar também analgésicos comuns, antieméticos e antialérgicos, desde que estejam acompanhados da prescrição médica no idioma apropriado ou em inglês, que pode ser feita pelo próprio médico, se ele souber o idioma ou pelo médico do serviço de viajante.
Para portadores de doenças crônicas ou graves, é recomendado portar um breve relatório sobre sua saúde, escrito pelo seu médico. Além disso, é aconselhável ter consigo o contato do seu médico ou estabelecimento de saúde onde você é acompanhado. Muitas vezes, um telefonema ou um email, numa situação difícil longe de casa, podem ajudar muito.
Onde posso fazer a triagem de prevenção?
Tanto a rede pública quanto a privada dispõem de atendimento específico para quem vai viajar, tanto na ida quanto no retorno.
Quais as orientações para quem vai viajar?
Sempre que possível, planejar com antecedência, procurando informações sobre o destino. É também aconselhável consultar um serviço de medicina do viajante, de preferência com um mês de antecedência e se houver indicação, receber as vacinas e fazer as profilaxias indicadas em cada caso.
Quais vacinas devo tomar?
É muito importante que se procure um serviço de medicina do viajante para esclarecer as vacinas que devem ser aplicadas, pois elas dependem de quando e para onde se vai viajar. De acordo com a Dra. Sumire, são múltiplas as possibilidades de indicação de vacinas. “O calendário básico de vacinação deve estar sempre completo, viajando ou não. Além disso, as vacinas para febre amarela, hepatite A são frequentemente indicadas. As situações de surto são muito dinâmicas e mudam ao longo do tempo. Assim, as recomendações são determinadas para cada situação, naquele momento”.
Que outros medicamentos posso precisar tomar?
Para algumas doenças infecciosas, as vacinas não são disponíveis. Em alguns casos, o médico pode recomendar o uso de um ou mais medicamentos para preveinir que se contraia infecção. Esta proteção, chamada profilaxia, acontece somente enquanto a pessoa estiver em uso da medicação. Quem viaja para determinados países com alta incidência de formas graves de malária, por exemplo, deve, em certas situações, fazer uso de medicação anti-malária enquanto estiver naquela área.
Além disso, pessoas com fatores de risco para trombose, como pessoas obesas, tabagistas, ou com problemas circulatórios podem, por vezes, se beneficiar do uso de medicamentos que previnam a trombose venosa, especialmente nos casos de imobilidade por longos períodos, como ocorre em viagens aéreas de longa distância.
Links para consulta:
http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/viajante/cve_viajante.htm
http://wwwnc.cdc.gov/travel/yellowbook/2012/table-of-contents.htm#24
http://www.istm.org/WebForms/About/
Sobre o Hospital 9 de Julho: Fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade e tem focado seus investimentos no atendimento de Traumas e no atendimento nos Centros de Referência (Coluna, Dor e Neurocirurgia Funcional, Gastroenterologia, Medicina do Exercício e do Esporte, Oncologia, Ortopedia, Rim e Urologia, Núcleo de Diabetes).
Com cerca de 1,5 mil colaboradores e 4 mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 310 leitos, sendo 70 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, especialistas em procedimentos de alta complexidade, além de um Centro Cirúrgico com capacidade para até 14 cirurgias simultâneas.
Fonte: Alethéia Rocha - RMA Comunicação